Edite suas fotos como um profissional!

Edite suas fotos como um profissional!

Quando falamos em fotografia, falamos em um processo que é dividido em três principais etapas: a pré-produção, a produção e a pós-produção. Tornar-se um profissional da área é entender e praticar esse processo, buscando sempre a maestria. Um trabalho fotográfico, portanto, é planejar, produzir e finalizar. A edição do material fotográfico está dentro da pós-produção, pois é parte importante da finalização do trabalho.

Nessa publicação estarei apresentando a vocês algumas das questões mais importantes sobre edição de fotos que eu sempre levo comigo na hora de editar.

1. Qual a diferença entre uma fotografia editada e uma direto da câmera?

Primeiro temos que ter de forma bem clara que a edição de uma fotografia só se faz após a captura. Portanto, o esquema de iluminação, o preset da câmera, ou o tipo do filme, no caso da fotografia analógica, tudo isso que fazemos antes da captura não faz parte da edição, mesmo que a fotografia pareça pronta ou alterada. Portanto, pode haver muita diferença entre uma foto “crua” e uma foto editada, da mesma forma que pode não haver diferença alguma. Isso depende da limitação dos equipamentos disponíveis, da infraestrutura usadas na produção, como também pela falta de conhecimento da equipe ou do fotógrafo, sendo necessário o uso da edição da foto. E ainda pode ser que não haja necessidade de editar a foto, por não haver limitação de equipamento, conhecimento ou infraestrutura durante a produção do trabalho.

Essa foto foi bem simples, mas foi feita com bastante cuidado, houve recorte, correção de luz e cor, além de aplicação de efeito matte. A edição foi realizada no Lightroom. Foto: João Vitor Soares

Essa foto foi bem simples, mas foi feita com bastante cuidado, houve recorte, correção de luz e cor, além de aplicação de efeito matte. A edição foi realizada no Lightroom. Foto: João Vitor Soares

Mas é importante lembrar que a prós-produção, que está além da edição da foto, é sempre necessária, pois, por exemplo, pense na seguinte questão: pra onde a fotografia vai? Site? Álbum? Se for para um site, o ideal é que a foto tenha o tamanho otimizado para não prejudicar a velocidade de carregamento do site e sem perder a qualidade da imagem. Se for para um impresso, tem que ser levado em conta o tamanho do impresso, o tipo do papel e o perfil de cores da impressora que fará a impressão. Além da edição da foto é necessário preparar o material para seu destino final: mídia digital, mídia física, sites, revistas, banners, etc.

2. Qual a diferença entre uma edição amadora e uma profissional?

É muito fácil cair em tendências. Houve uma época, por exemplo, que o legal era deixar a fotografia toda em preto e branco exceto pelo batom vermelho, fotos assim ainda são usadas hoje em dia para ilustrar frases de superação na internet.

Essa foto teve muita edição, mas foi experimental. Fiz um recorte, correção da luz, aplicação de efeito matte e aplicação de efeito teal and orange. A edição foi toda realizada no Lightroom. Foto: João Vitor Soares

Essa foto teve muita edição, mas foi experimental. Fiz um recorte, correção da luz, aplicação de efeito matte e aplicação de efeito teal and orange. A edição foi toda realizada no Lightroom. Foto: João Vitor Soares

Saber editar é saber dosar, é analisar e ter precisão, sem nunca fugir do objetivo dos conceitos estabelecidos na pré-produção. A experimentação, como estudo, é sempre bem-vinda, mas, num trabalho, a experimentação pode se tornar um prejuízo e pode fazê-lo perder credibilidade ou mesmo um cliente. A diferença entre uma edição amadora e uma profissional é que o profissional sabe quando deve experimentar novas possibilidades, novos conceitos, e também sabe, principalmente, como criar um ambiente que o permita fazer esses experimentos. Além disso, o profissional, sempre respeitará a opinião do cliente e da equipe.

3. Quais os programas de edição mais populares entre os fotógrafos?

Apesar da existência de diversos aplicativos para celulares que tornam conveniente a edição de fotos, esses aplicativos não são recomendados para fotógrafos em geral, pois, além de não estar dentro da ferramenta de trabalho ideal, um computador, o aplicativo de celular reduz a qualidade da imagem e ainda otimiza sua resolução para redes sociais, além de uma baixíssima fidelidade de cor para impressão.

No computador, eu passo 100% das fotos que faço primeiro pelo Adobe Lightroom para verificar questões generalizadas da imagem, assuntos essenciais como luz, contraste, cor, saturação, correção de lentes, e outras coisas também, além de poder organizar os arquivos em um método que torna fácil e seguro o acesso posterior das fotos. Depois, se necessário, eu seleciono algumas fotos específicas para trabalhar no Adobe Photoshop, para ajustes mais finos ou que necessitam de um programa de edição mais robusto, que o Lightroom não daria conta. E é só isso.

Aqui houve a montagem de duas fotos e a criação de um fundo digital, além de correções de luz, cor e contraste. Edição realizada no Lightroom e no Photoshop. Foto: João Vitor Soares

Aqui houve a montagem de duas fotos e a criação de um fundo digital, além de correções de luz, cor e contraste. Edição realizada no Lightroom e no Photoshop. Foto: João Vitor Soares

Agora, existem dezenas de programas de edição de fotos e todos têm, apesar de layouts diferentes, quase as mesmas funções. Alguns são voltados para pequeno volume de fotos e outros aguentam tantas fotos quanto o Lightroom, alguns são gratuitos e outros pagos. Os nomes mais populares são o Gimp, o Photoshop o Darktable, o Affinity e até o FastStone.

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Escrito por: João Vitor Soares, via Brave Studio

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